A Es - Fera da Política
   
Histórico
29/10/2006 a 04/11/2006
08/10/2006 a 14/10/2006
01/10/2006 a 07/10/2006
24/09/2006 a 30/09/2006
17/09/2006 a 23/09/2006
10/09/2006 a 16/09/2006
03/09/2006 a 09/09/2006
27/08/2006 a 02/09/2006
20/08/2006 a 26/08/2006
Outros sites
UOL - O melhor conteúdo
BOL - E-mail grátis

Votação
Dê uma nota para meu blog

 


 

 

 

 

O FIM DO SONHO, A CONTINUAÇÃO DO PESADELO

 

Waldemiro Viana

 

 

A vontade do povo é soberana, eis o princípio basilar da democracia. Como reza sua cartilha, todo o poder é por ele e em seu nome exercido, e sua vontade, expressa em urnas livres, tem de ser respeitada.

Assim, eis que mais uma vez o nosso Lula-lá é guindado ao trono de suas maiores aspirações. Mais quatro anos de gozo e divertimentos. Mais quatro anos de viagens internacionais, a bordo de seu requintado aerolula, pra lá e pra cá, Lula-lá e Lula (por pouquíssimo tempo)-cá, feliz da vida, exibindo seu linguajar peculiaríssimo, suas brilhantes metáforas futebolísticas perante autoridades do mundo inteiro, entre tragos da branquinha.

E mais quatro anos de sabe Deus que outras mais elucubrações de sua turma da pesada, em sua frenética busca pelo dinheiro público que a mantenha e perpetue no poder. Tudo isso sem o conhecimento do nobre mandatário.

O povo brasileiro parece - não, é! - uma criança, facilmente iludível, que se deixa levar por pequenos mimos, que se deixa enganar por promessas vãs. É só repetir o já prometido - e não cumprido - e todos acreditam piamente nessa demagogia ululante. E o engraçado é que a grande maioria não percebe isso.

Outro dia recebi um e-mail que trazia o Lula 2002 prometendo exatamente as mesmas coisas que basearam a campanha do Lula 2006, sem tirar nem por. Até o discurso da vitória de ontem, aliás, trazia a mesma bazófia:

“Não posso mais errar. Estes quatro últimos anos me deram a experiência necessária para refletir sobre os erros cometidos, e evitar tropeços futuros”. Essas mesmas palavras foram proferidas no seu discurso da vitória de 2002. Basta conferir.

 E é interessante de ver como as coisas se acomodam. O Zé Dirceu, tido como o cabeça, o cérebro da gangue do mensalão, foi escorraçado do poder, proscrito pelo julgamento popular. Foi. Já está atualmente entre as cabeças pensantes do novo governo. O Palocci, defenestrado, foi eleito deputado federal por são Paulo. Aliás, São Paulo... Meu Deus! O mais progressista Estado da Federação, o mais rico, o mais isso, o mais aquilo... Elegeu o Paulo Maluf, ladrão de carteirinha do dinheiro do povo, do nosso dinheiro, com zilhões de processos por corrupção, improbidade administrativa, o escambau, nas costas! E olhe que nem vou falar do Clodovil - aliás, deles todos, creio que o melhor...

Mas... que se há de fazer? É a vontade soberana do povo, não é?

Que povo, ó Senhor! E olhe que dizem que o senhor é brasileiro!...



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 17h58
[] [envie esta mensagem]




Para descontrair:

Cientistas Portugueses

Cientistas portugueses estavam realizando uma experiência com uma aranha. O objetivo era verificar se, quanda arrancadas as suas patas, ela continuaria a andar. Então, começaram a tirar a primeira e gritaram:
- Vai Aranha!
E ela andou. Tiraram a segunda e gritaram:
- Vai aranha!
A aranha andou mais um pouco. Tiraram a terceira e gritaram:
- Vai aranha!
E ela andou mesmo assim. Então, foram tirando as patas uma a uma.
Quando ela já estava sem patas eles gritaram:
- Vai aranha!
E ela não andou. Os cientistas colocaram então em seu relatório de pesquisa o seguinte: a
aranha, quando arrancadas as suas patas, fica totalmente SURDA.



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 22h47
[] [envie esta mensagem]




Fábio Peres de Berredo Martins

da disciplina Jornalismo Científico

 

Um pouco de História da Ciência:

as ciências na Renascença

 

A Renascença foi um período extremamente produtivo para a ciência. Deixando para trás as sombras da idade média, cientistas de todas as áreas do conhecimento definiram novos rumos para a humanidade.

Os pintores da Renascença retratavam a natureza com extrema perfeição. Isso contribuiu para que os estudiosos da Biologia e da Botânica pudessem entender mais a fundo seus objetos de pesquisa: os detalhes das plantas eram extremamente minuciosos. Enquanto Boticelli retratou com perfeição as plantas, Dürer pintou os gramados europeus com maestria. Tal representação foi extremamente positiva para a ciência.

A medicina (todas as ciências da área médica) experimentou o progresso com o fim da Idade Média – sobretudo através das universidades e do início das experiências na anatomia (até então, o estudo da anatomia dos seres humanos era proibida pela Igreja).  O belga André Vesálio realizou, nessa época, inúmeros experimentos de dissecação de cadáveres na mais importante escola de medicina da época, a escola de Pádua. Sem tal procedimento, as ciências médicas não teriam evoluído tão rapidamente.

 Também as ciências químicas alcançaram o progresso, sobretudo através das experiências em alquimia. O médico Paracelso aliava a alquimia à medicina: enquanto a primeira lhe trazia fama e riquezas, a segunda era exercida em benefício das populações menos favorecidas. O livro “alquimia”, de André Libavius, foi considerado o melhor livro de química do século XVII e estimulou uma série de pesquisas e avanços na ciência. Outras ciências como a física não tiveram, contudo, desenvolvimento significativo na Renascença.

A matemática foi a ciência que mais avançou nesse período da História, com o matemático Euclides: suas idéias serviram a construtores de catedrais e geógrafos que auxiliaram as expedições marítimas. Entre os matemáticos mais importantes da Renascença estão Felipo Brunelleschi, Leonardo Fibonacci e François Viéte.

Na astronomia, Nicolau de Cusa lançou hipóteses revolucionárias, entre elas a de que “haveria vida em outros planetas” e de que “a terra não se movia em uma órbita, mas de forma aparente”.

Porém, quem mais se destacou na Renascença foi Leonardo Da Vinci. O cientista – considerado um dos maiores gênios da humanidade - nasceu em Vinci, cidade próxima a Florença. Filho de um advogado renomado e de uma camponesa, foi educado pelo pai e, desde cedo, interessou-se pela pintura e pelo desenho. Desempenhou trabalhos como engenheiro militar, arquiteto, escultor e pintor em Milão. Em Florença, produziu obras de arte até hoje exaltadas, como “Adoração dos magos”, “A última ceia” e “Monalisa”.

Da Vinci é considerado um gênio “enciclopédico”. Isso porque conheceu a fundo a anatomia, a geologia, a botânica, a hidráulica, a óptica, a matemática, a arquitetura, e outras áreas do conhecimento. Seus estudos impulsionaram uma série de experimentos científicos, hoje consolidados. Explicação para isso está no grande número de profissões que exerceu: ele abordou a ciência por seu lado prático. Assim, Leonardo só admitiu como verdadeiros experimentos que podia observar e comprovar. Apesar de não ter publicado nenhuma obra, Leonardo deixou à humanidade cadernos repletos de experiências e, também, protótipos e construções de toda natureza. Foi através dele que a Renascença assumiu o lugar de “ponto de partida para a grande corrida científica na História”.  



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 22h41
[] [envie esta mensagem]




                                                                                                                                     Fábio Peres de Berredo Martins

 

A esfera da política

 

Em tempos de propaganda eleitoral, nada melhor que dissecar o termo “propaganda” e contextualiza-lo ao cenário político brasileiro. Prática comunicacional voltada ao convencimento e à persuasão, não está diretamente ligada ao conceito de “publicidade”. Esse último, um dos pilares do Estado Democrático de Direito, tenciona apresentar ao público informações de seu interesse, para que este possa avalia-las e discuti-las de forma crítica. Assim deveriam ser, em princípio, os horários eleitorais.

Mas esses espaços de tempo, na TV ou no Rádio, são encarados como um momento de “representação” diante do público. Os candidatos apresentam a si mesmos e não suas idéias: eles não tem a cara do eleitorado. A exposição de fatos e planos de governo, desvinculada à interesses particulares, não passou de uma teoria que há muito se tenta colocar em prática. Esse sentido manipulativo já alcançou o senso comum e é uma realidade, enquanto a “idéia” fenomenal, o tiro de liberdade...ficou à míngua.

Nos meios de comunicação, as propagandas eleitorais fazem jus à terminologia que adotam. Permeadas de “slogans”, “opiniões panfletárias” e muito conflito pessoal, visam atingir uma espécie de consumidor eleitoral, que luta de todas as formas abstrair alguma coisa do que se diz na política. O consumismo, que antes se entrelaçava apenas à produção industrial, se une à política ao mesmo tempo em que as esferas pública e privada se encontram para criar uma “nova ordem social”.

E de que trata essa ordem? Bem, sua idéia ficou bem distante de sua realidade histórico-social. A igualdade entre os indivíduos, bem como sua inserção nos espaços de discussão, se mostra cada vez mais distante. Onde está esse “direito social”?

A educação, a saúde, o trabalho, o lazer...direitos garantidos pelo artigo 6 da Constituição Federal do Brasil não são, de forma alguma, cumpridos fielmente. Caberia aos governantes zelar por sua aplicabilidade.

Mas, enquanto os atores do poder público angariam altos salários e mordomias de toda espécie, como nos diz uma parte ainda crítica da imprensa brasileira, o cidadão comum – muitas vezes desprovido de condições de ascensão social – fica à margem da sociedade. Resta a ele cumprir, obrigatoriamente, seu depósito mais ambicionado: o voto. Digitado em cabines que lembram terminais bancários, o eleitor efetua a sua “compra” sem muitas vezes perceber o preço que está pagando. O depósito, nominal, é durante os anos que se sucedem esquecido, rasgado, abandonado...Quem, afinal, tem anotado na carteira o número do candidato em que votou nas eleições passadas? 

Os candidatos visam de toda forma “convencer” e persuadir o eleitorado, atacando os candidatos de oposição, inclusive sua esfera íntima (a pessoa). Ora, como um cargo que se diz público pode ser alvo de lutas pessoais? Algo que acontecia ainda no absolutismo voltou a acontecer.

Os políticos tentam apresentar suas propostas de forma a exibi-las como as mais adequadas, como um modelo pronto e ideal: produto industrial das sociedades em que falta racionalização do poder social e político. Entre a propaganda de um produto qualquer e um candidato político, não há muitas diferenças. 

Isso porque a publicidade crítica, que antes tencionou provocar o debate, já não está sintonizada ao modelo civilizatório que as sociedades ocidentais adotam como princípio norteador. Se o poder é público, não seriam também as pessoas privadas que o exercem agentes desprovidos de qualquer interesse particular? Os eleitos zelam pelo povo e, sehá interesse em dominar e exercer o poder, o poder já não é popular: escapa das mãos do povo.

Aos esperançosos, fica sempre a vontade de votar certo e perceber as diferenças na sociedade. Aos críticos, resta apenas uma certeza: as propagandas estão perto do fim. Depois disso, haverá muito tempo para esquecer o que se leu aqui.



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 22h39
[] [envie esta mensagem]




CIÊNCIA DISTANTE

Fábio Sousa

Há algumas semanas o Fantástico, atração dominical da Rede Globo, exibe em sua programação o quadro Poeira das Estrelas, apresentado pelo físico Marcelo Gleiser. Ele, que já lançou alguns best-sellers sobre assuntos ligados à astronomia, se propõe a tratar das principais teorias que explicaram assuntos como o surgimento do universo, a ordenação dos astros e a origem da vida.

 

Apesar dos esforços, e da boa presença televisiva de Gleiser - que conta ainda com o auxílio de recursos como computação gráfica para ilustrar o que está sendo dito - o quadro ainda está longe de oferecer ao telespectador, pelo menos ao seu estrato médio, um produto palatável e compreensível. Muito do que é apresentado pelo físico está ligado à biografia de grandes nomes da ciência, como Newton, Kepler, Bacon e Einstein, mostrando como eles desenvolveram suas principais idéias, destacando-se seus antecessores e aqueles nomes que posteriormente avançaram sobre suas idéias.

 

Entretanto, Gleiser peca por não dar uma ênfase maior à aplicabilidade dessas contribuições da ciência na vida prática das pessoas. Talvez o telespectador fique com a impressão, reforçando o estereótipo, de que o conhecimento científico seja mesmo uma esfera restrita aos eruditos, em que as idéias não seriam mais que um jogo intelectual que não dissesse respeito ao cidadão comum.

 

As atenções seriam muito estimuladas se, a partir dos grandes feitos e revoluções dos cientistas, fossem mostradas as alterações que elas originaram na sociedade, seja em termos da invenção de instrumentos, aparelhos, ou a própria mudança no comportamento.

 

Esse viés assumido pelo programa revela com propriedade que o mesmo não se enquadra na categoria de jornalismo científico. A atividade jornalística realiza uma mediação entre os campos sociais, quando o jornalista se utiliza de discursos próprios de um grupo, tornando-os inteligíveis ao grande público a partir de uma reinscrição. O quadro Poeira nas Estrelas não se enquadra nesses pré-requisitos, já que não promove um tratamento noticioso dessas questões.

 

Aliás, nem mesmo como entretenimento, uma das características mais fortes do Fantástico, ele poderia ser classificado – pois é difícil imaginar que divirta alguém ou proporcione um entretenimento leve. Antes de tentar esclarecer os problemas do universo, Gleiser e companhia deveriam resolver a crise de identidade da qual padece a atração.

 



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 21h41
[] [envie esta mensagem]




PROVA IRREFUTÁVEL

 

O mesmo Amaral Raposo subia Rua da Paz em companhia do mestre Orlando Leite, de respeitável erudição, os dois discutindo acirradamente sobre a existência de Deus, que o último defendia, enquanto o primeiro negava com veemência. A discussão pendia favoravelmente para Orlando Leite, cujos argumentos, fundados em bases sólidas, sobrepujavam e destroçavam o raciocínio do oponente. Exasperado, este já quase dava o braço a torcer, quando divisou a igreja de São João, à sua frente. Respirou fundo, revigorado, e despachou o adversário:

– Então me explica, Orlando: se Deus existe, por que padre bota pára–raios em igreja?

Mestre Orlando sorriu e capitulou.



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 17h19
[] [envie esta mensagem]




QUESTÃO DE ORDEM

 

Fernando Viana, oposicionista ferrenho, era vice-presidente da Assembléia Legislativa do Maranhão, e fez, na condição de presidente interino, a chamada dos parlamentares presentes, na abertura de uma sessão, após o que os trabalhos transcorreram normalmente.

Finda a sessão, aproximou–se o deputado Benedito Gomes, coronelão do Interior, tranqüilamente eleito por voto de curral, de raríssima e desnecessária presença em tribuna, e perguntou, agastado:

– Fernando, tu não gosta de mim?

Esta estranhou a pergunta:

– Claro que gosto, Biné. Por quê...?

– Então, porque tu chama Benedito Dutra na minha frente, se tu sabe que nós é inimigo?

O interpelado entendeu a mágoa do colega, riu e tranqüilizou–o:

– Ora, Biné, é uma questão de ordem alfabética, tu entendes? Teu desafeto é Dutra, e tu és Gomes – a LETRA d vem antes da letra g, compreendes? – E arrematou, maldoso: – Se fosse por ordem analfabética, eu te chamava em primeiro lugar.



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 17h18
[] [envie esta mensagem]




O DEBATE

 

 

Waldemiro Viana

 

 

Dada a largada para o 2º Turno, propiciou-nos a Rede Bandeirantes de Televisão o primeiro debate entre os candidatos remanescentes da batalha(?) da primeira fase, e lá se encontraram o peessedebista Geraldo Alkmin e um surpreendente Lulinha Paz e Amor, reedição de sua campanha de 2002, quebradas as asas da malsucedida arrogância com que enfrentou seus adversários no primeiro tempo da partida (para usar de suas metáforas preferidas), no oba-oba da certeza da reeleição imediata.

Também surpreendente, até certo ponto, a postura aguerrida de seu opositor, que sempre compusera a postura humilde de um monge beneditino, para, a partir de então, pôr as mangas de fora e entrar de sola no adversário, explorando seus (muitos) pontos fracos. Aliás, são tantos os calcanhares de Aquiles do Lula que, trazidos à tona em conjunto, compõem no personagem um quadro indiscutivelmente teratológico.

Digo até certo ponto porque não seria de se imaginar outra postura, nesta fase decisiva da campanha. A diferença ainda é favorável ao primeiro mandatário, e um choque elétrico se faz necessário, para que se viabilize a oportunidade de reversão desse quadro.

E o Alkmin atacou. Despachou uma série de perguntas irrespondíveis, e, por isso mesmo, não respondidas, cuidando o velho Lula apenas de desviá-las para outros assuntos - saindo de fininho, como se diz (ainda se diz?) na gíria.

Foi - a meu ver - um massacre. O Presidente estava nitidamente desconfortável, e até mesmo surpreso, diria eu, com a dureza do oponente, em seu questionamento vexatório. Tentou devolver, sem sucesso, as acusações; tentou uma jogada psicológica, ao insistir num inexistente nervosismo do rival; tentou fazer piada - mas as perguntas formuladas não permitiam qualquer tipo de humor.

Não sei não, mas... a permanecer esse estado de coisas, é bem provável uma reversão nas tendências. O eleitor estava ali, observando tudo, e tirando suas conclusões. E o sorriso patético do Lula, e o silêncio obstinado (e compreensível) nas respostas que o País inteiro quer ouvir... Não está fácil, a sonhada reeleição.

E o interessante é que esse estado de coisas incomoda até mesmo o próprio PSDB, que nunca imaginou que seu desconhecido candidato, imposto com o único objetivo de garantir a vaga do partido para 2010, fosse transformar um quadro eleitoral aparentemente tão definitivo.

É bom que se diga, a bem da verdade: o Alkmin não é exatamente o candidato ideal, aquele que você acredita piamente que vá dar novos e condignos rumos ao futuro do Brasil. Ele traz o ranço do longo mandato do FHC, que, todos sabemos, deixou muito a desejar.

Mas a avalanche corruptora do governo Lula, com escândalos explodindo a torto e a direito, com sujeira salpicando para todos os lados, inviabiliza, para todo cidadão que detenha um mínimo de dignidade, o voto da continuidade dessa farra podre.

Pense, eleitor. Analise, cidadão.

Escolha o Brasil que queremos, e vote certo.



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 17h14
[] [envie esta mensagem]




E AS PROPOSTAS?

Priscila Cardoso

Dois mil e seis. Nove candidatos desejam estar à frente do Governo do Estado do Maranhão. Muito interessante, já que a diversidade e a liberdade de escolha são sinônimas de democracia. Mas, aqui no Maranhão, nem tanto. Os candidatos estão cada vez mais vazios e repetitivos. Ainda não teve sequer um minuto da propaganda eleitoral gratuita que merecesse atenção. Esse espaço, que em tese deveria ser aproveitado para a apresentação de idéias e avaliação crítica dos candidatos, está sendo utilizado exclusivamente para mentir, ofender e caluniar. Quem sairá perdendo? Nós, os eleitores, já que desta maneira não poderemos avaliar sequer quem será o “menos pior” para ocupar o cargo de maior importância de nosso Estado.

 

De um lado, Roseana Sarney, ex-Governadora, que, agora, tenta abarganhar um terceiro mandato. Utilizando, principalmente, sua empresa de telecomunicações, repassa informações destorcidas e, até mesmo, mentirosas sobre o que realmente se passa no cenário político à época das eleições e, o mais importante, faz o povo esquecer que, em oito anos de governo, Roseana foi responsável por uma administração catastrófica, marcada por um festival de privatizações e inúmeros escândalos. A ex-Governadora, rainha dos viadutos, tratou de “investir” apenas em infra-estrutura, fazendo seu Governo ser eternamente lembrado pela construção de estradas. Escolas foram raridade e hospitais, lendas.

 

Do outro lado, uma Frente inteira, cuja soma de todas as candidaturas vale tanto ou menos que a primeira opção. A Frente de Libertação do Maranhão, formada para “libertar” o Maranhão da oligarquia Sarney que aí está há quarenta anos, tem como nomes principais Jackson Lago, Edson Vidigal e Aderson Lago. A união, apoiada pelo Governador José Reinaldo Tavares, teve a pretensão de dividir o eleitorado sarneyista, dando-lhe mais opções, estratégia que não vem dando certo. No horário eleitoral, podemos observar uma onda de ataques que em nada acrescentam à população do Maranhão já tão cansada de assistir a tanta baixaria. Os três candidatos fazem as denúncias entrarem quase que por osmose na cabeça dos eleitores, já que batem insistentemente na mesma tecla.

 

As pesquisas de opinião (encomendadas pela TV dos Sarney, vale lembrar) até agora aponta vitória esmagadora de Roseana logo em primeiro turno. Um fato a se questionar: o que será que realmente passa pela cabeça dos maranhenses? Será que a acomodação, a alienação e o medo da mudança, garantirão Roseana no Governo? Ou será que a população tentará, talvez sem sucesso, mudar a situação de miséria, principalmente, mental que se abate sobre o Maranhão? Resta-nos esperar o grande dia e que dos males, o menor!



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 10h12

[] [envie esta mensagem]




O DIA DO DEVER CÍVICO

 

Waldemiro Viana

 

 

 

Fui, domingo passado, igual a milhões de outros eleitores, sufragar nas urnas o meu protesto contra a situação de descalabro em que se encontra o País.

Votar é um processo chato, eu sei, principalmente quando imposto, como é o caso brasileiro, num verdadeiro atentado aos mais comezinhos princípios democráticos: se o cidadão é livre, por quê obrigá-lo a fazer o que não quer? Tal imposição é uma antítese, com toda certeza.

Apesar (e por causa) disso, eu fui, comigo levando mulher, filha, netos. As duas primeiras, pelo mesmo motivo; os últimos, porque, para eles, tudo é festa, tudo é diversão.

Mas nessa eleição específica eu teria ido, mesmo se o direito de votar fosse franqueado á vontade de cada um. É que o mínimo que eu, enquanto cidadão, posso fazer é cravar meu voto anti-Lula, anti-mensalões, anti-sanguessugas, anti-pouca-vergonha. Meu solitário protesto contra a indignidade que campeia nas esferas políticas deste país, onde, ao que parece, o vergonhoso é ser honesto, é ser correto, é ter mãos limpas.

A esperança de uma mudança no status quo é reduzida. Não creio que o opositor do atual titular do Alvorada venha a recuperar a dignidade abalada pelo face apodrecida que vergonhosamente ostentamos para o Mundo lá fora. Afinal, o FHC passou por lá, e...

Mas eu não posso, em sã consciência, contribuir para a permanência de quem tão irresponsavelmente permitiu a farra da canalha que o cerca, apesar de suas pouco críveis declarações de “desconhecimento” das falcatruas, realizadas sob o seu deslumbrado nariz de presidente.

Uma coisa é inegável: não há como não elogiar o processo eleitoral brasileiro, em sua técnica informatizada, em sua rapidez apurativa. Em questão de horas o País, um dos maiores colégios eleitorais do planeta, já pode saber quem ganhou, quem perdeu, e isso sob uma lisura impecável.

Por outro lado, é sempre bom atentarmos a pequenos detalhes do momento do voto. Como, por exemplo, a aflição de uma eleitora, em minha seção: tipo índio, aí pelos seus sessenta anos, desdentada, a mastigar continuadamente a língua, como se fora uma goma de mascar, aquela pobre criatura passava por momentos aflitivos, na digitação de sua vontade eleitoral. Digitava na maquininha os números da “pesca” que trazia à mão, mas parece que errava sempre, pois balançava negativamente a cabeça, um sorriso meio idiota estampado na cara, e voltava a tentar. Por várias vezes repetiu o processo, até desistir e pedir ajuda aos mesários.

Aí veio a outra face da questão - o infalível processo burocrático brasileiro. O Presidente da Mesa, muito circunspecto, alegou a impossibilidade de oferecer-lhe ajuda, em razão do secretismo dos sufrágios, e a coisa ainda demoraria muito tempo, se eu não interviesse e pedisse ao recalcitrante que a ajudasse, sob pena de ficarmos nós ali sabe Deus até quando. Houve reforço dos demais eleitores presentes, e o presidente, mesmo contrariado, aproximou-se da mulher e auxiliou-a em sua escolha.

Eu era o próximo a votar, e o fiz apressadamente, correndo atrás da índia (se é que o era de verdade). Alcancei-a e perguntei-lhe em quem tinha votado, para presidente.

“No Lula”, disse-me ela.

Bem feito, pensei, contrariado: quem me mandou meter o bedelho onde não era chamado?

Pois não é que eu terminei ajudando o cara?!     



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 16h29
[] [envie esta mensagem]




Às urnas

Amanhã é o dia D.

Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 16h47
[] [envie esta mensagem]




Debate

Seria trágico se não fosse cômico

Gardênia Holanda Maciel

O debate realizado ontem pela TV Mirante casou em mim uma impressão muito ruim do futuro político do Maranhão, no que tange ao governo do Estado. Primeiro: ficou clara a municipalização da eleição. No fundo sabemos que as eleições deste ano são uma prévia das eleições municipais daqui a dois anos. Segundo: a falta de conhecimento sobre os verdadeiros problemas do Maranhão. Este segundo problema é o mais grave: o povo não se vê representado por nenhum dos candidatos, nenhum causa comoção ou identificação.

A combinação dos três candidatos do governador não foi nem disfarçada... A falta da candidata pefelista foi descaradamente uma fuga. Os dois minúsculos candidatos, do Prona e PSTU, deram o tom cômico desta tragédia.

Uma terceira questão: a troca de farpas, educadamente maquiadas, nos deram duas horas para ver a falta de preparo de todos eles e a falta de conhecimento do que é ser um governador. É comum todos dizerem que no Maranhão não tem oposição. Sou obrigada a concordar com esta tese batida. De fato não existe quem queira fazer bem ao nosso Estado ou livrá-lo de suas mazelas. Há quem queira, sim, tirar o poder da família Sarney. A briga aqui não é pelo bem do povo, mas, pela satisfação de dizer: derrubei os "sarneys"!

Quero avisar ao senhores políticos que não quero saber quem vai derrubar quem. Quero alguém que realmente se identifique com os desejos do povo e queira fazer o bem...



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 20h37
[] [envie esta mensagem]




Três dias em São Bento

 

Waldemiro Viana

 

 

Atendendo a gentil convite da Academia Sambentuense, desloquei-me, com minha mulher, para aquela cidade da Baixada Maranhense, com três objetivos específicos, a saber: rever a terrinha de minha infância e adolescência, distante trinta e tantos anos de minha saudade; cumprir a programação da Semana da Primavera, instituída por aquela agremiação cultural, constante de (excelentes) mesas redondas sobre assuntos atinentes à educação, à saúde e à cultura, ocasião em que se revezaram ótimos expositores, além do fecho apoteótico, com o lançamento, com direito a autógrafos, de quatro obras de seus acadêmicos; e, last but not least, atualizar meu paladar com as delícias gastronômicas características daquela hospitaleira cidade.

De um modo ou de outro, alcancei meus propósitos.

A minha velha São Bento não existe mais. Afinal, foram mais de trinta anos, e, no meu tempo, a gente a alcançava de barco à vela, vindo de São Luís, ou a cavalo, proveniente da fazendola que possuíamos nas imediações da vila do Oratório das Palmeiras, ou simplesmente Palmeira, nome estupidamente substituído pelo pedante Palmeirândia atual. Não havia estradas de rodagem. Os caminhos eram veredas estreitas, pelas matas, ou as trilhas deixadas pelas montarias nos campos entorroados pelo Sol inclemente, no verão. As ruas da velha cidade eram ornadas por idílicas calçadas incongruentes, de várias alturas e dimensões, compondo um quadro pitoresco e único. Isso acabou, o progresso nivelando-as a um plano só, em cópia bem pouco original de outras tantas cidades. Meus lugares de referência (casas onde me hospedei, a casa do meu avô materno, e outras mais) não existem mais, substituídos por muros ou por edificações com pretensão modernista.

A Semana da Primavera, proposta pela Academia Sambentuense, foi um sucesso, sendo notável o número de participantes, legitimamente interessados nos assuntos e em sua discussão. Valeu a pena ter participado. Aliás, em se tratando daquela Arcádia, tenho o dever de render meu preito de admirada gratidão à excelência da recepção oferecida aos convidados: simplesmente não nos deixaram arcar com qualquer despesa, de qualquer natureza:hospedagem, alimentação, transporte.

Essa homenagem prestada me leva à última meta alcançada: a Academia ofereceu-nos todas as refeições dos três dias do encontro, almoços e jantares compostos de pratos típicos, na caprichada culinária da restauratrice Gonçala, mestra nas artes do forno e fogão. E eu tive o prazer de saborear jaçanãs fritas recheadas, jejus fritos e guisados, traíras (lá, tariras), muçuns, marrecos, tudo à perfeição, em plena consonância com minha nostalgia gustativa. Não é à toa que meu confrade e amigo Joaquim Itapary, natural da terrinha, afirma que São Bento é uma cidade aonde se vai para... comer.

Outra definição daquela urbe, pelo mesmo Itapary, é que aquela é a cidade dos foguetes. E ele tem razão. O foguetório começa às cinco da manhã, seja a qualquer título for. Nesta época eles se multiplicam, com o período eleitoral, e basta um simples comício ou carreata para a cidade estrondar, o barulho se misturando à fogueteada comemorativa das festas sacras em constante sucessão.

Quem ganhará as eleições majoritárias estaduais ali? As opiniões divergem. Alguns afirmam ser ela, outros apostam no esculápio, mas uma certa unanimidade é sentida: parece que o ministro caxiense não tem vez, por lá.

Fomos, Yára e eu, abordados por alguns candidatos à Assembléia Legislativa, dentre os quais preponderou a figura hilária e um tanto quanto caricata do Irmão Felicíssimo, superotimista na certeza de sua vitória, com um sufrágio de mais de dez mil votos. Quase lhe prometo o meu, não fora a seriedade com que esse processo deve ser encarado.

Tudo maravilhoso, enfim - salvo a estrada do Cujupe, com trechos extremamente precários.

Afinal, nada é perfeito, não é mesmo?



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 19h49
[] [envie esta mensagem]




E AS PROPOSTAS?

 


Por Priscila Cardoso

 

 

Dois mil e seis. Nove candidatos desejam estar à frente do Governo do Estado do Maranhão. Muito interessante, já que a diversidade e a liberdade de escolha são sinônimas de democracia. Mas, aqui no Maranhão, nem tanto. Os candidatos estão cada vez mais vazios e repetitivos. Ainda não teve sequer um minuto da propaganda eleitoral gratuita que merecesse atenção. Esse espaço, que em tese deveria ser aproveitado para a apresentação de idéias e avaliação crítica dos candidatos, está sendo utilizado exclusivamente para mentir, ofender e caluniar. Quem sairá perdendo? Nós, os eleitores, já que desta maneira não poderemos avaliar sequer quem será o “menos pior” para ocupar o cargo de maior importância de nosso Estado.

 

De um lado, Roseana Sarney, ex-Governadora, que, agora, tenta barganhar um terceiro mandato. Utilizando, principalmente, sua empresa de telecomunicações, repassa informações distorcidas e, até mesmo, mentirosas sobre o que realmente se passa no cenário político à época das eleições e, o mais importante, faz o povo esquecer que, em oito anos de governo, Roseana foi responsável por uma administração catastrófica, marcada por um festival de privatizações e inúmeros escândalos. A ex-Governadora, rainha dos viadutos, tratou de “investir” apenas em infra-estrutura, fazendo seu Governo ser eternamente lembrado pela construção de estradas. Escolas foram raridade e hospitais, lendas.

 

Do outro lado, uma Frente inteira, cuja soma de todas as candidaturas vale tanto ou menos que a primeira opção. A Frente de Libertação do Maranhão, formada para “libertar” o Maranhão da oligarquia Sarney que aí está há quarenta anos, tem como nomes principais Jackson Lago, Edson Vidigal e Aderson Lago. A união, apoiada pelo Governador José Reinaldo Tavares, teve a pretensão de dividir o eleitorado sarneyista, dando-lhe mais opções, estratégia que não vem dando certo. No horário eleitoral, podemos observar uma onda de ataques que em nada acrescentam à população do Maranhão já tão cansada de assistir a tanta baixaria. Os três candidatos fazem as denúncias entrarem quase que por osmose na cabeça dos eleitores, já que batem insistentemente na mesma tecla.

 

As pesquisas de opinião (encomendadas pela TV dos Sarney, vale lembrar) até agora apontam vitória esmagadora de Roseana logo em primeiro turno. Um fato a se questionar: o que será que realmente passa pela cabeça dos maranhenses? Será que a acomodação, a alienação e o medo da mudança, garantirão Roseana no Governo? Ou será que a população tentará, talvez sem sucesso, mudar a situação de miséria, principalmente mental, que se abate sobre o Maranhão? Resta-nos esperar o grande dia e que, dos males, venha o menor!



Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 10h43
[] [envie esta mensagem]




O obscurantismo científico

Por Wagner Moura

Jornalismo Científico/UFMA

 

Em março de 2005 o Brasil assistiu ao clímax de divergências entre ciência e religião. Tratou-se da disputa em torno das pesquisas com células-tronco embrionárias humanas, defendidas com unhas e dentes pela comunidade científica representada pela pesquisadora da USP, Mayana Zatz e indesejada pela comunidade religiosa, representada especialmente por autoridades da Igreja Católica.

                       

De acordo com a cobertura midiática a polêmica em torno das pesquisas era fruto de um obscurantismo medieval que teimava em manifestar-se no seio da Igreja, uma instituição que defende a vida desde sua concepção e para a qual o conjunto de células originado após a fundição dos gametas tem grande probabilidade de ser um homem em formação, digno de ter respeitado e protegido seu direito à vida.

 

No final da disputa, cujo palco simbólico fora a Câmara dos Deputados Federais, o nominado obscurantismo foi vencido por 366 votos a favor da realização de pesquisas com células-tronco embrionárias obtidas de embriões congelados há mais de três anos – ou descartados pelas clínicas de fertilização por não terem qualidade para implantação.

 

A comunidade científica comemorou. “A parceria mídia-pacientes-pesquisadores-profissionais de saúde foi decisiva. A virada se deu à medida que a imprensa ia entendendo a questão e apoiando”, avaliou Mayana Zatz, a grande articuladora dos interesses dos cientistas e dos pacientes junto aos parlamentares e à sociedade civil.

Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 15h09
[] [envie esta mensagem]


[ ver mensagens anteriores ]