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Números eleitorais
O Estado do Maranhão tem 3.920.608 dos seus 6.103.327 habitantes habilitados às urnas nas eleições de outubro 2006. Os maiores colégios eleitorais: São Luís (615.977), Imperatriz (145.265), Caxias (91.158) e Timon(80.866). Os menores: São Pedro dos Crentes (3.214), Nova Iorque (3.251), Boa Vista do Gurupi (3.684) e Bacurituba (3.958).
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 17h18
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Anedotas da política e de políticos maranhenses
Algumas pérolas da política maranhense:
RESPOSTA PRONTA
O grande Erasmo Dias, boêmio de alto coturno e intelectual de escol, corajoso a ponto de, naqueles tempos extremamente rigorosos, assumir desassombradamente sua homossexualidade, era deputado oposicionista temido e respeitado.
O mestre Orlando Leite, outro gigante da intelectualidade timbira, era deputado governista, eminência parda de vários governos, e discursava na tribuna da Câmara. Sua irritação aumentava com o rival oposicionista que, ao longo de sua fala, entremeava, do plenário, piadinhas e dichotes rebarbativos. Até que, não suportando mais as provocações, parou o discurso, impôs breve silêncio e, olhando fixamente para Erasmo, pontificou, ríspido:
- Fiz esta breve pausa porque me parece estar ouvindo, no plenário, o ladrar de um cão.
A resposta do oponente veio de supetão, em seu vozeirão de taquara rachada:
– Engana–se o nobre deputado: V. Excia. ouve apenas o eco da própria voz!
OLHOS NOS OLHOS
O deputado Telêmaco Ribeiro, portador de acentuado estrabismo, estava indignado com o discurso proferido pelo deputado Lister Caldas, que desancava seu irmão Eurico, deputado federal, acusando–o de uma série de atos ilícitos envolvendo verbas públicas. Pedia reiterados apartes ao orador, que fingia não perceber a agitação do colega. Até que, inconformado, resolveu Telêmaco ir até a base da tribuna, onde, dedo em riste, olhou para cima e proferiu seu ultimato:
– Eu exijo de V. Excia. um aparte, senão...
Lister Caldas baixou a vista, encarou nos olhos o oponente zarolho e proclamou:
– Tá, eu concedo o aparte, mas... só se tu me olhares direito.
DERROTA SOLIDÁRIA
Concorriam ao governo do Estado Costa Rodrigues, Renato Archer e José Sarney. Fernando Viana, por questão de amizade fraterna, se fez cabo eleitoral do primeiro.
O resultado é do conhecimento geral: uma vitória acachapante do último dos candidatos, com maioria absoluta sobre a soma dos votos dos outros dois.
Alguns meses depois, encontra–se o poeta com o genitor de Renato, o senador Sebastião Archer, e, em meio à conversa, alcança papel e caneta, rabisca algo e entrega ao interlocutor este perfeito resumo da campanha:
Ai, senador, que desgosto
esta eleição nos tem dado:
lutamos do lado oposto
– perdemos do mesmo lado!
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 16h43
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IgNobel: na contramão do Prêmio Nobel
Estudos sobre testículos artificiais para cães, gafanhotos que assistem ao filme Guerra nas Estrelas e sobre as fezes de pingüins foram escolhidos para receber o prêmio IgNobel, uma versão bem humorada do prêmio Nobel.
O prêmio IgNobel é concedido a experiências científicas que "não podem e não devem ser reproduzidas". Quatro detentores do prêmio Nobel apresentaram a cerimônia de entrega do IgNobel na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Um estudo intitulado "Pressões Produzidas Quando Pingüins Defecam - Cálculos sobre a Defecação Aviária" recebeu um dos prêmios. Os autores da pesquisa, Victor Benno Meyer-Rochow, da Universidade Internacional de Bremen, e Jozsef Gal, da Universidade Lorand Eotvos, na Hungria, não conseguiram visto para receber o prêmio por Dinâmica dos Fluidos.
"Esperamos que isto não tenha nada a ver com a natureza explosiva do nosso trabalho", disse Meyer-Rochow. O prêmio IgNobel foi criado em 1991 por Marc Abrahams, editor de uma revista científica, para mostrar alguns projetos estranhos realizados por pesquisadores em várias partes do mundo.
Premiados com o IgNobel:
Medicina - Gregg Miller, dos Estados Unidos, por haver inventado Neutículos - testículos de borracha para cães capados, disponíveis em vários tamanhos e graus de consistência. "Considerando que meus pais pensaram que eu era um idiota quando era criança, esta é uma grande honra", disse Miller.
Paz - Uma equipe britânica por sua pesquisa pioneira sobre a atividade das células do cérebro de gafanhotos enquanto os insetos assistiam a trechos de filmes da série Guerra nas Estrelas.
Física - John Maidstone, da Austrália, por sua participação em uma experiência que começou em 1927 em que uma porção de alcatrão negro é passado por um funil a cada nove anos. Maidstone dividiu o prêmio com uma pessoa já falecida.
Biologia - A Universidade de Adelaide, na Austrália, por catalogar odores peculiares produzidos por 131 espécies diferentes de sapos quando os animais se sentem estressados.
Química - Uma equipe da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, que buscou comprovar se as pessoas podem nadar mais depressa em água ou em melado.
Economia - Um inventor de Massachusetts, nos Estados Unidos, que projetou um despertador que corre e se esconde quando dispara.
Nutrição - Um pesquisador japonês que fotografou e analisou todas as refeições que comeu durante um período de 34 anos.
Literatura - Os vários nigerianos que apresentaram a milhões de usuários de e-mail promessas de ganhar muito dinheiro mediante o envio de uma pequena contribuição pecuniária.
História da Agricultura - Um estudo intitulado "O Significado das Calças Explosivas do Sr. Richard Buckley: Reflexões sobre um Aspecto de Mudança Tecnológica nas Fazendas produtoras de Laticínios da Nova Zelândia entre as Grandes Guerras Mundiais".
Dinâmica dos Fluidos - "Pressões Produzidas Quando Pingüins Defecam - Cálculos sobre a Defecação Aviária".
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI699096-EI294,00.html
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 15h02
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Venenos
Profundamente irritada com sir Winston Churchill, certa deputada do Partido Trabalhista inglês esbraveja:
— Se eu fosse a sua mulher, hoje colocaria veneno no seu chá!
E Churchill, de bate-pronto:
— E se eu fosse o seu marido, tomaria esse chá com o maior prazer.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 15h46
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NASA APAGA SUAS PEGADAS NA LUA
TÁSSIA AGUIAR
"Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade" – essa foi a declaração feita por Neil Armstrong “diretamente da lua”, no dia 20 de julho de 1969, para quase 1 bilhão de pessoas na Terra.
O feito americano que consagrou o país ao título de melhor tecnologia na corrida espacial sempre foi contestado e ultimamente está com sua veracidade ainda mais abalada.
Recentemente, a imprensa mundial divulgou o misterioso desaparecimento do vídeo original que registrava a chegada do primeiro homem (americano) à lua. Desde a década de 70 as fitas estavam sob a responsabilidade da NASA, que está há um ano “examinando papeladas” para encontrar pistas sobre o paradeiro das fitas.
São grandes os números de blogs, grupos de discussão e artigos pelo mundo questionando o desaparecimento das provas originais da viagem lunar e satisfações quanto ao símbolo do grande salto que pertence não só aos arquivos americanos, mas a toda humanidade.
Assusta saber que uma instituição como a NASA responsável por grande parte do desenvolvimento tecnológico espacial mundial e consequentemente por uma fração importante do progresso da humanidade não é capaz de guardar com segurança, um vídeo. Afinal, não é em qualquer lugar do mundo que 13 mil cópias de uma fita desaparecem por mais de um ano sob os olhares capacitados de técnicos e seguranças.
Tenham sido roubadas, perdidas ou destruídas, o fato é que a negligência apaga da história, as pegadas de Neil Armstrong de um solo que poucos acreditam ter sido pisado. Na próxima viagem ou filmagem, que eles não esqueçam de catalogar os arquivos e que tratem com mais responsabilidade a história mundial que “ajudam” a construir.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 15h27
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indeciso, sim, senhor!
por internauta
olho pro santinho que a moça bonita acaba de me dar, depois de agradecer pelo meu gesto. será que ela pensa que eu vou votar nesse cara só porque aceitei receber o santinho? ou será que é porque ela pensa que vou votar pelos seus belos olhos (dela, não do candidato, claro)? bom, independentemente de uma coisa ou de outra, não vou votar mesmo nele e nem sei se vou votar em alguém.
ainda não vi ninguém na televisão que me passasse alguma dose de sinceridade, por menor que fosse. tô vendo, isso sim, um mar de caras e nomes que desfilam na telinha prometendo mundos e fundos, falando de coisas que, em sã consciência, jamais poderiam fazer. e o pior é que, na maior cara-de-pau, eles acabam engabelando muita gente, e quando menos se espanta lá estão eles, literalmente entre os eleitos.
volto a olhar pro santinho. o cara me sorri com todos os dentes -parece garoto propaganda de creme dental. se fosse apenas pelo sorriso, podia até ganhar uns votinhos sem muito esforço. mas quando vejo o partido a que ele pertence, um desses que não se sustentam em pé a não ser na condição de sanguessugas do poder, seja ele qual for, me dá uma arrelia do cacete. amasso o papel, maldigo a hora em que me deixei empolgar pelo olhar 43 da garota-propaganda. estou quase jogando o treco no chão, quando lembro que, como não concordo com a tese de que são luiz é a capital mais limpa do brasil, guardo o santinho pra jogar na primeira latrina que encontrar.
quer dizer, eu continuo assim fazendo parte do rol daqueles que nem sabem em quem votar. não, não quero votar em branco e nem anular o meu voto -afinal, ele é a única arma de que disponho pra tentar fazer desta cidade, deste estado e deste país espaços um pouco mais respiráveis e decentes. o problema é descobrir, nessa imensidão de rostos inexpressivos ou de caras pra lá de manjadas, alguém que faça a diferença. enquanto isso não acontece, sou indeciso, sim, senhor!
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 15h13
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CORTEJANDO A NOIVA CADÁVER
Fabio Henrique
Previsão do tempo só não é mais furada que previsão política. No cenário atual das eleições, acompanhamos um caso emblemático. Está acontecendo exatamente o contrário do que muitos previam meses atrás, no auge da crise provocada por mensalão e demissão de ministros.
A expectativa, principalmente da oposição, era que o presidente Lula se tornasse uma espécie de defunto político, do qual todos manteriam o máximo de distância possível com o objetivo de não serem atingidos pelos respingos da imagem desgastada do governo. Entretanto, Lula acabou se transformou mesmo foi numa espécie de noiva cadáver. Ou seja, apesar da bandeira da ética não cair mais tranquilamente no colo do Partido dos Trabalhadores, o que se vê é a corte quase generalizada ao presidente, em que uma penca de candidatos quer passar ao eleitor, principalmente aquele das camadas mais populares, a idéia de que são “unha e carne” com Lula.
Todos querem tirar nem que seja uma lasquinha da popularidade desfrutada por ele. O Maranhão é um exemplo – provavelmente entre muitos outros. Os adversários manifestam divergências e trocam acusações, mas encontram na figura do presidente um ponto de consenso. Colar a sua imagem a Lula é visto como passaporte para chegar aos eleitores mais pobres. Os candidatos utilizam todo tipo de estratégia: cartas com assinaturas forjadas, imagens tiradas de discursos contraditórios, ou a paternidade de programas sociais. A criatividade para batizar tantas Bolsas é impressionante.
Aliás, nesse ponto até mesmo os adversários diretos pela presidência não ousam tocar. Todos sabem, por exemplo, que o Bolsa Família tem um enorme cacife eleitoral. Por isso, pregam não pela sua extinção, mas por uma espécie de “reestruturação” – na verdade, uma maquiagem para evitar elogios ao atual governo.
Talvez a adesão mais absurda seja a do ex-presidente Fernando Collor. Em 1989, disputando as eleições com Lula, Collor recorreu a todo tipo de terrorismo. Dizia que Lula desapropriaria terras, ainda que produtivas, fábricas e até mesmo casas e apartamentos com mais de dois quartos. Sem contar os fatos envolvendo a vida pessoal do então candidato petista. Agora o discurso é outro. No ostracismo político desde o impeachment, Collor concorre ao Senado em Alagoas e procurar conseguir votos no melhor estilo parasita. Declara votar em Lula por se tratar de um nordestino, afirmando que Alckmin é representante da elite. Pode?!
Isto só revela o quanto a política é feita menos de projetos coerentes que de conveniências e oportunismos. Alguém ficaria surpreso em ver Collor e Lula discursando no mesmo palanque? Ou quem sabe vestidos de “nordestinos típicos”, com direito a chapéu de cangaceiro e lombo de jumento?
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 11h02
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A CARAVANA DA VÊNUS PLATINADA
Waldemiro Viana
Estive, semana passada, em Caxias, cidade da minha predileção, aproveitando o feriadão da Pátria. Revi família, abracei amigos, banhei nos belos riachos que há por lá.
E, na quinta à noite, fui, com os familiares, jantar numa churrascaria que traz o prosaico nome de Mosquito, e que é o novo point dos caxienses. Não por ser de alguma forma diferente das demais, mas porque seu proprietário, o tal Mosquito, anda estraçalhando o cartel montado pelas congêneres, e cobrando a metade dos preços tabelados pelas demais. O local é permanentemente lotado, e as apostas giram em torno do tempo que essa situação permanecerá.
Estávamos nós ali reunidos, em prosa variada, quando o assunto convergiu para a passagem do ônibus da Rede Globo pela cidade. Garantia minha cunhada que o vira passar em frente à sua farmácia.
Um concunhado, que assistira, no Jornal Nacional da noite anterior, à apresentação da cidade piauiense Pedro Segundo, o Pedro Bial a taxá-la de cidadezinha, antecipava profunda indignação ante a possibilidade de o repórter referir-se à sua Caxias com o mesmo e infamante diminutivo.
O assunto foi exaustivamente discutido, em maior ou menor grau de acrimônia. Alguém achava que o fato não se repetiria, o Bial haveria de notar que Caxias não é uma cidade qualquer: é o berço de Gonçalves Dias, Coelho Neto e Vespasiano Ramos, além de ter sido o palco central da Balaiada, entre outras glórias. Um outro não via, no diminutivo, uma necessária diminuição da importância da cidade, enquanto um terceiro negava a presença do comboio por aquelas bandas, sem dar a mínima para os protestos da informante oficial, ali presente... e furiosa com o desmentido.
Em meio à algazarra chegou um sobrinho, que, com a namorada, assistira ao Jornal Nacional daquela noite, onde o Pedro Bial apresentava a cidadezinha de... Riachão, no Sul do Estado.
Aí a discussão tomou novo rumo.
Primeiro, disseram que o casal fizera confusão. Ou que o Riachão apresentado era um povoado ali de perto, chegando mesmo alguém a dizer que conhecia a professora entrevistada pelo repórter. O autor do desmentido armou um sorriso cínico, para a quase apoplexia de minha cunhada, que tentava, em vão, exibir um ar de superioridade.
E por aí foram, até que chegou o jantar, quando se fez um notável silêncio, e todos nós travamos, com muito empenho, uma disputa bem mais acirrada.
Finda a refeição, chegada a hora do palitar de dentes, na compreensível placidez pós-prandial, o assunto foi reabilitado, só que de maneira mais amena, e com um leve tom de frustração.
Só então percebi que o sentimento que preponderou entre todos foi o de decepção, por não ter Caxias sido incluída no roteiro da Caravana da Vênus Platinada.
Pouco importando fosse grande urbe ou cidadezinha, com certeza...
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 15h37
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Acordo rompido
Carlos Lacerda movia intensa campanha na imprensa contra o general Góes Monteiro. Um amigo comum tomou a iniciativa de ir a Lacerda para interceder em favor de Monteiro: -Por favor, Carlos, poupe o general. Góes Monteiro está muito mal neste momento, respirando por um balão de oxigênio, e inspira muitos cuidados. - Está bem, vou atender seu pedido -concordou Lacerda. Não demorou muito, motivado por uma declaração do general aos jornais, Carlos Lacerda retomou os ataques com maior virulência ainda. - Mas, Carlos -reclamou o amigo comum- não havÃamos feito um acordo para você poupar o general? E Lacerda, em cima da bucha: - Eu prometi não atacá-lo porque vc prometeu que ele ia morrer. Só que ele não cumpriu o acordo.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 16h31
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NADA DE NOVO NO FRONT
Por Fabio Henrique Gonçalves Sousa
O processo eleitoral no Maranhão é praticamente uma espécie de “Vale a pena ver de novo†- com a desvantagem de ser algo cada vez mais enfadonho. Vejamos: os mesmos discursos prometendo mudanças mirabolantes, um pseudo-jornalismo, a proliferação de candidatos esdrúxulos...
A disputa pelo Governo do Estado não apresenta nada de realmente inovador. Só não são as mesmas caras pela entrada em cena de Edson Vidigal, uma incógnita que ninguém sabe ao certo a que veio, mas cuja referência está no fato de que chegou à posição de Ministro por beneplácito de José Sarney. Some-se a isso o surrado estereótipo de “menino pobre que venceu na vidaâ€, para degustação das camadas mais humildes, ou a fantasia de “magistrado isento e por isso renovador da polÃtica maranhenseâ€. O certo é que ele deve pagar o preço pelo desconhecimento de seu nome frente à maioria do eleitorado. Fora esse personagem, o que há de novo?
No começo houve um rebuliço com a tal Frente de Libertação do Maranhão, apresentada como a união dos mais representativos opositores do grupo Sarney. Na prática a Frente, que de fato nem existe mais, revelou-se um engodo desde o batismo. Libertar o Maranhão da Oligarquia? Iniciativa louvável. Porém, colocar o quê em seu lugar? O paladino da democracia João Castelo, ex-governador biônico? A sub-oligarquia do PDT representada pelo desgastado Jackson Lago, que outrora brindou efusivamente o apoio de Roseana? Ou talvez uma renovação articulada pelo independente e lÃder nato José Reinaldo Tavares, a um passo de optar entre o ostracismo polÃtico e a volta ao ninho?
O pensamento que serve de orientação para muita gente é o revanchismo. Não importa quem ganhe, desde que Sarney perca. Pouco interessa a filiação ideológica ou o passado de quem quer que seja. Se outrora tal candidato subiu no palanque com a Oligarquia e hoje estaria em outra, mesmo que de fato não seja diferente, dane-se. A disputa não é ideológica, ou de um projeto inovador feito por polÃticos diferenciados. A briga é para destronar Sarney de seus quarenta anos de domÃnio polÃtico. Algo que qualquer pessoa de bom senso gostaria de ver realizado. Entretanto, observando os possÃveis substitutos colocados à disposição do eleitor, assim como a sua incapacidade de coerência mÃnima, não dá para deixar de ver esse propósito como iniciativa de oportunistas que se equivalem de certo modo aos “adversáriosâ€.
O pior de tudo é continuar alimentando os eleitores com uma visão messiânica da polÃtica. Vende-se a idéia de que precisamos ser liderados por alguém predestinado, seja um eleito de Deus, ou um pai dos pobres. Um filme que teima em se repetir. Além de ser mais cômodo e sedutor para os polÃticos jogar com este tipo de argumento, serve para que nós, enquanto eleitores, nos eximamos de reivindicar uma participação efetiva. A libertação de que realmente precisamos é a da consciência.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 01h36
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