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Às urnas
Amanhã é o dia D.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 16h47
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Debate
Seria trágico se não fosse cômico
Gardênia Holanda Maciel
O debate realizado ontem pela TV Mirante casou em mim uma impressão muito ruim do futuro político do Maranhão, no que tange ao governo do Estado. Primeiro: ficou clara a municipalização da eleição. No fundo sabemos que as eleições deste ano são uma prévia das eleições municipais daqui a dois anos. Segundo: a falta de conhecimento sobre os verdadeiros problemas do Maranhão. Este segundo problema é o mais grave: o povo não se vê representado por nenhum dos candidatos, nenhum causa comoção ou identificação.
A combinação dos três candidatos do governador não foi nem disfarçada... A falta da candidata pefelista foi descaradamente uma fuga. Os dois minúsculos candidatos, do Prona e PSTU, deram o tom cômico desta tragédia.
Uma terceira questão: a troca de farpas, educadamente maquiadas, nos deram duas horas para ver a falta de preparo de todos eles e a falta de conhecimento do que é ser um governador. É comum todos dizerem que no Maranhão não tem oposição. Sou obrigada a concordar com esta tese batida. De fato não existe quem queira fazer bem ao nosso Estado ou livrá-lo de suas mazelas. Há quem queira, sim, tirar o poder da família Sarney. A briga aqui não é pelo bem do povo, mas, pela satisfação de dizer: derrubei os "sarneys"!
Quero avisar ao senhores políticos que não quero saber quem vai derrubar quem. Quero alguém que realmente se identifique com os desejos do povo e queira fazer o bem...
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 20h37
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Três dias em São Bento
Waldemiro Viana
Atendendo a gentil convite da Academia Sambentuense, desloquei-me, com minha mulher, para aquela cidade da Baixada Maranhense, com três objetivos específicos, a saber: rever a terrinha de minha infância e adolescência, distante trinta e tantos anos de minha saudade; cumprir a programação da Semana da Primavera, instituída por aquela agremiação cultural, constante de (excelentes) mesas redondas sobre assuntos atinentes à educação, à saúde e à cultura, ocasião em que se revezaram ótimos expositores, além do fecho apoteótico, com o lançamento, com direito a autógrafos, de quatro obras de seus acadêmicos; e, last but not least, atualizar meu paladar com as delícias gastronômicas características daquela hospitaleira cidade.
De um modo ou de outro, alcancei meus propósitos.
A minha velha São Bento não existe mais. Afinal, foram mais de trinta anos, e, no meu tempo, a gente a alcançava de barco à vela, vindo de São Luís, ou a cavalo, proveniente da fazendola que possuíamos nas imediações da vila do Oratório das Palmeiras, ou simplesmente Palmeira, nome estupidamente substituído pelo pedante Palmeirândia atual. Não havia estradas de rodagem. Os caminhos eram veredas estreitas, pelas matas, ou as trilhas deixadas pelas montarias nos campos entorroados pelo Sol inclemente, no verão. As ruas da velha cidade eram ornadas por idílicas calçadas incongruentes, de várias alturas e dimensões, compondo um quadro pitoresco e único. Isso acabou, o progresso nivelando-as a um plano só, em cópia bem pouco original de outras tantas cidades. Meus lugares de referência (casas onde me hospedei, a casa do meu avô materno, e outras mais) não existem mais, substituídos por muros ou por edificações com pretensão modernista.
A Semana da Primavera, proposta pela Academia Sambentuense, foi um sucesso, sendo notável o número de participantes, legitimamente interessados nos assuntos e em sua discussão. Valeu a pena ter participado. Aliás, em se tratando daquela Arcádia, tenho o dever de render meu preito de admirada gratidão à excelência da recepção oferecida aos convidados: simplesmente não nos deixaram arcar com qualquer despesa, de qualquer natureza:hospedagem, alimentação, transporte.
Essa homenagem prestada me leva à última meta alcançada: a Academia ofereceu-nos todas as refeições dos três dias do encontro, almoços e jantares compostos de pratos típicos, na caprichada culinária da restauratrice Gonçala, mestra nas artes do forno e fogão. E eu tive o prazer de saborear jaçanãs fritas recheadas, jejus fritos e guisados, traíras (lá, tariras), muçuns, marrecos, tudo à perfeição, em plena consonância com minha nostalgia gustativa. Não é à toa que meu confrade e amigo Joaquim Itapary, natural da terrinha, afirma que São Bento é uma cidade aonde se vai para... comer.
Outra definição daquela urbe, pelo mesmo Itapary, é que aquela é a cidade dos foguetes. E ele tem razão. O foguetório começa às cinco da manhã, seja a qualquer título for. Nesta época eles se multiplicam, com o período eleitoral, e basta um simples comício ou carreata para a cidade estrondar, o barulho se misturando à fogueteada comemorativa das festas sacras em constante sucessão.
Quem ganhará as eleições majoritárias estaduais ali? As opiniões divergem. Alguns afirmam ser ela, outros apostam no esculápio, mas uma certa unanimidade é sentida: parece que o ministro caxiense não tem vez, por lá.
Fomos, Yára e eu, abordados por alguns candidatos à Assembléia Legislativa, dentre os quais preponderou a figura hilária e um tanto quanto caricata do Irmão Felicíssimo, superotimista na certeza de sua vitória, com um sufrágio de mais de dez mil votos. Quase lhe prometo o meu, não fora a seriedade com que esse processo deve ser encarado.
Tudo maravilhoso, enfim - salvo a estrada do Cujupe, com trechos extremamente precários.
Afinal, nada é perfeito, não é mesmo?
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 19h49
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