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Para descontrair:
Cientistas Portugueses
Cientistas portugueses estavam realizando uma experiência com uma aranha. O objetivo era verificar se, quanda arrancadas as suas patas, ela continuaria a andar. Então, começaram a tirar a primeira e gritaram: - Vai Aranha! E ela andou. Tiraram a segunda e gritaram: - Vai aranha! A aranha andou mais um pouco. Tiraram a terceira e gritaram: - Vai aranha! E ela andou mesmo assim. Então, foram tirando as patas uma a uma. Quando ela já estava sem patas eles gritaram: - Vai aranha! E ela não andou. Os cientistas colocaram então em seu relatório de pesquisa o seguinte: a aranha, quando arrancadas as suas patas, fica totalmente SURDA.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 22h47
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Fábio Peres de Berredo Martins
da disciplina Jornalismo Científico
Um pouco de História da Ciência:
as ciências na Renascença
A Renascença foi um período extremamente produtivo para a ciência. Deixando para trás as sombras da idade média, cientistas de todas as áreas do conhecimento definiram novos rumos para a humanidade.
Os pintores da Renascença retratavam a natureza com extrema perfeição. Isso contribuiu para que os estudiosos da Biologia e da Botânica pudessem entender mais a fundo seus objetos de pesquisa: os detalhes das plantas eram extremamente minuciosos. Enquanto Boticelli retratou com perfeição as plantas, Dürer pintou os gramados europeus com maestria. Tal representação foi extremamente positiva para a ciência.
A medicina (todas as ciências da área médica) experimentou o progresso com o fim da Idade Média – sobretudo através das universidades e do início das experiências na anatomia (até então, o estudo da anatomia dos seres humanos era proibida pela Igreja). O belga André Vesálio realizou, nessa época, inúmeros experimentos de dissecação de cadáveres na mais importante escola de medicina da época, a escola de Pádua. Sem tal procedimento, as ciências médicas não teriam evoluído tão rapidamente.
Também as ciências químicas alcançaram o progresso, sobretudo através das experiências em alquimia. O médico Paracelso aliava a alquimia à medicina: enquanto a primeira lhe trazia fama e riquezas, a segunda era exercida em benefício das populações menos favorecidas. O livro “alquimia”, de André Libavius, foi considerado o melhor livro de química do século XVII e estimulou uma série de pesquisas e avanços na ciência. Outras ciências como a física não tiveram, contudo, desenvolvimento significativo na Renascença.
A matemática foi a ciência que mais avançou nesse período da História, com o matemático Euclides: suas idéias serviram a construtores de catedrais e geógrafos que auxiliaram as expedições marítimas. Entre os matemáticos mais importantes da Renascença estão Felipo Brunelleschi, Leonardo Fibonacci e François Viéte.
Na astronomia, Nicolau de Cusa lançou hipóteses revolucionárias, entre elas a de que “haveria vida em outros planetas” e de que “a terra não se movia em uma órbita, mas de forma aparente”.
Porém, quem mais se destacou na Renascença foi Leonardo Da Vinci. O cientista – considerado um dos maiores gênios da humanidade - nasceu em Vinci, cidade próxima a Florença. Filho de um advogado renomado e de uma camponesa, foi educado pelo pai e, desde cedo, interessou-se pela pintura e pelo desenho. Desempenhou trabalhos como engenheiro militar, arquiteto, escultor e pintor em Milão. Em Florença, produziu obras de arte até hoje exaltadas, como “Adoração dos magos”, “A última ceia” e “Monalisa”.
Da Vinci é considerado um gênio “enciclopédico”. Isso porque conheceu a fundo a anatomia, a geologia, a botânica, a hidráulica, a óptica, a matemática, a arquitetura, e outras áreas do conhecimento. Seus estudos impulsionaram uma série de experimentos científicos, hoje consolidados. Explicação para isso está no grande número de profissões que exerceu: ele abordou a ciência por seu lado prático. Assim, Leonardo só admitiu como verdadeiros experimentos que podia observar e comprovar. Apesar de não ter publicado nenhuma obra, Leonardo deixou à humanidade cadernos repletos de experiências e, também, protótipos e construções de toda natureza. Foi através dele que a Renascença assumiu o lugar de “ponto de partida para a grande corrida científica na História”.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 22h41
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Fábio Peres de Berredo Martins
A esfera da política
Em tempos de propaganda eleitoral, nada melhor que dissecar o termo “propaganda” e contextualiza-lo ao cenário político brasileiro. Prática comunicacional voltada ao convencimento e à persuasão, não está diretamente ligada ao conceito de “publicidade”. Esse último, um dos pilares do Estado Democrático de Direito, tenciona apresentar ao público informações de seu interesse, para que este possa avalia-las e discuti-las de forma crítica. Assim deveriam ser, em princípio, os horários eleitorais.
Mas esses espaços de tempo, na TV ou no Rádio, são encarados como um momento de “representação” diante do público. Os candidatos apresentam a si mesmos e não suas idéias: eles não tem a cara do eleitorado. A exposição de fatos e planos de governo, desvinculada à interesses particulares, não passou de uma teoria que há muito se tenta colocar em prática. Esse sentido manipulativo já alcançou o senso comum e é uma realidade, enquanto a “idéia” fenomenal, o tiro de liberdade...ficou à míngua.
Nos meios de comunicação, as propagandas eleitorais fazem jus à terminologia que adotam. Permeadas de “slogans”, “opiniões panfletárias” e muito conflito pessoal, visam atingir uma espécie de consumidor eleitoral, que luta de todas as formas abstrair alguma coisa do que se diz na política. O consumismo, que antes se entrelaçava apenas à produção industrial, se une à política ao mesmo tempo em que as esferas pública e privada se encontram para criar uma “nova ordem social”.
E de que trata essa ordem? Bem, sua idéia ficou bem distante de sua realidade histórico-social. A igualdade entre os indivíduos, bem como sua inserção nos espaços de discussão, se mostra cada vez mais distante. Onde está esse “direito social”?
A educação, a saúde, o trabalho, o lazer...direitos garantidos pelo artigo 6 da Constituição Federal do Brasil não são, de forma alguma, cumpridos fielmente. Caberia aos governantes zelar por sua aplicabilidade.
Mas, enquanto os atores do poder público angariam altos salários e mordomias de toda espécie, como nos diz uma parte ainda crítica da imprensa brasileira, o cidadão comum – muitas vezes desprovido de condições de ascensão social – fica à margem da sociedade. Resta a ele cumprir, obrigatoriamente, seu depósito mais ambicionado: o voto. Digitado em cabines que lembram terminais bancários, o eleitor efetua a sua “compra” sem muitas vezes perceber o preço que está pagando. O depósito, nominal, é durante os anos que se sucedem esquecido, rasgado, abandonado...Quem, afinal, tem anotado na carteira o número do candidato em que votou nas eleições passadas?
Os candidatos visam de toda forma “convencer” e persuadir o eleitorado, atacando os candidatos de oposição, inclusive sua esfera íntima (a pessoa). Ora, como um cargo que se diz público pode ser alvo de lutas pessoais? Algo que acontecia ainda no absolutismo voltou a acontecer.
Os políticos tentam apresentar suas propostas de forma a exibi-las como as mais adequadas, como um modelo pronto e ideal: produto industrial das sociedades em que falta racionalização do poder social e político. Entre a propaganda de um produto qualquer e um candidato político, não há muitas diferenças.
Isso porque a publicidade crítica, que antes tencionou provocar o debate, já não está sintonizada ao modelo civilizatório que as sociedades ocidentais adotam como princípio norteador. Se o poder é público, não seriam também as pessoas privadas que o exercem agentes desprovidos de qualquer interesse particular? Os eleitos zelam pelo povo e, sehá interesse em dominar e exercer o poder, o poder já não é popular: escapa das mãos do povo.
Aos esperançosos, fica sempre a vontade de votar certo e perceber as diferenças na sociedade. Aos críticos, resta apenas uma certeza: as propagandas estão perto do fim. Depois disso, haverá muito tempo para esquecer o que se leu aqui.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 22h39
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CIÊNCIA DISTANTE
Fábio Sousa
Há algumas semanas o Fantástico, atração dominical da Rede Globo, exibe em sua programação o quadro Poeira das Estrelas, apresentado pelo físico Marcelo Gleiser. Ele, que já lançou alguns best-sellers sobre assuntos ligados à astronomia, se propõe a tratar das principais teorias que explicaram assuntos como o surgimento do universo, a ordenação dos astros e a origem da vida.
Apesar dos esforços, e da boa presença televisiva de Gleiser - que conta ainda com o auxílio de recursos como computação gráfica para ilustrar o que está sendo dito - o quadro ainda está longe de oferecer ao telespectador, pelo menos ao seu estrato médio, um produto palatável e compreensível. Muito do que é apresentado pelo físico está ligado à biografia de grandes nomes da ciência, como Newton, Kepler, Bacon e Einstein, mostrando como eles desenvolveram suas principais idéias, destacando-se seus antecessores e aqueles nomes que posteriormente avançaram sobre suas idéias.
Entretanto, Gleiser peca por não dar uma ênfase maior à aplicabilidade dessas contribuições da ciência na vida prática das pessoas. Talvez o telespectador fique com a impressão, reforçando o estereótipo, de que o conhecimento científico seja mesmo uma esfera restrita aos eruditos, em que as idéias não seriam mais que um jogo intelectual que não dissesse respeito ao cidadão comum.
As atenções seriam muito estimuladas se, a partir dos grandes feitos e revoluções dos cientistas, fossem mostradas as alterações que elas originaram na sociedade, seja em termos da invenção de instrumentos, aparelhos, ou a própria mudança no comportamento.
Esse viés assumido pelo programa revela com propriedade que o mesmo não se enquadra na categoria de jornalismo científico. A atividade jornalística realiza uma mediação entre os campos sociais, quando o jornalista se utiliza de discursos próprios de um grupo, tornando-os inteligíveis ao grande público a partir de uma reinscrição. O quadro Poeira nas Estrelas não se enquadra nesses pré-requisitos, já que não promove um tratamento noticioso dessas questões.
Aliás, nem mesmo como entretenimento, uma das características mais fortes do Fantástico, ele poderia ser classificado – pois é difícil imaginar que divirta alguém ou proporcione um entretenimento leve. Antes de tentar esclarecer os problemas do universo, Gleiser e companhia deveriam resolver a crise de identidade da qual padece a atração.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 21h41
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PROVA IRREFUTÁVEL
O mesmo Amaral Raposo subia Rua da Paz em companhia do mestre Orlando Leite, de respeitável erudição, os dois discutindo acirradamente sobre a existência de Deus, que o último defendia, enquanto o primeiro negava com veemência. A discussão pendia favoravelmente para Orlando Leite, cujos argumentos, fundados em bases sólidas, sobrepujavam e destroçavam o raciocínio do oponente. Exasperado, este já quase dava o braço a torcer, quando divisou a igreja de São João, à sua frente. Respirou fundo, revigorado, e despachou o adversário:
– Então me explica, Orlando: se Deus existe, por que padre bota pára–raios em igreja?
Mestre Orlando sorriu e capitulou.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 17h19
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QUESTÃO DE ORDEM
Fernando Viana, oposicionista ferrenho, era vice-presidente da Assembléia Legislativa do Maranhão, e fez, na condição de presidente interino, a chamada dos parlamentares presentes, na abertura de uma sessão, após o que os trabalhos transcorreram normalmente.
Finda a sessão, aproximou–se o deputado Benedito Gomes, coronelão do Interior, tranqüilamente eleito por voto de curral, de raríssima e desnecessária presença em tribuna, e perguntou, agastado:
– Fernando, tu não gosta de mim?
Esta estranhou a pergunta:
– Claro que gosto, Biné. Por quê...?
– Então, porque tu chama Benedito Dutra na minha frente, se tu sabe que nós é inimigo?
O interpelado entendeu a mágoa do colega, riu e tranqüilizou–o:
– Ora, Biné, é uma questão de ordem alfabética, tu entendes? Teu desafeto é Dutra, e tu és Gomes – a LETRA d vem antes da letra g, compreendes? – E arrematou, maldoso: – Se fosse por ordem analfabética, eu te chamava em primeiro lugar.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 17h18
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O DEBATE
Waldemiro Viana
Dada a largada para o 2º Turno, propiciou-nos a Rede Bandeirantes de Televisão o primeiro debate entre os candidatos remanescentes da batalha(?) da primeira fase, e lá se encontraram o peessedebista Geraldo Alkmin e um surpreendente Lulinha Paz e Amor, reedição de sua campanha de 2002, quebradas as asas da malsucedida arrogância com que enfrentou seus adversários no primeiro tempo da partida (para usar de suas metáforas preferidas), no oba-oba da certeza da reeleição imediata.
Também surpreendente, até certo ponto, a postura aguerrida de seu opositor, que sempre compusera a postura humilde de um monge beneditino, para, a partir de então, pôr as mangas de fora e entrar de sola no adversário, explorando seus (muitos) pontos fracos. Aliás, são tantos os calcanhares de Aquiles do Lula que, trazidos à tona em conjunto, compõem no personagem um quadro indiscutivelmente teratológico.
Digo até certo ponto porque não seria de se imaginar outra postura, nesta fase decisiva da campanha. A diferença ainda é favorável ao primeiro mandatário, e um choque elétrico se faz necessário, para que se viabilize a oportunidade de reversão desse quadro.
E o Alkmin atacou. Despachou uma série de perguntas irrespondíveis, e, por isso mesmo, não respondidas, cuidando o velho Lula apenas de desviá-las para outros assuntos - saindo de fininho, como se diz (ainda se diz?) na gíria.
Foi - a meu ver - um massacre. O Presidente estava nitidamente desconfortável, e até mesmo surpreso, diria eu, com a dureza do oponente, em seu questionamento vexatório. Tentou devolver, sem sucesso, as acusações; tentou uma jogada psicológica, ao insistir num inexistente nervosismo do rival; tentou fazer piada - mas as perguntas formuladas não permitiam qualquer tipo de humor.
Não sei não, mas... a permanecer esse estado de coisas, é bem provável uma reversão nas tendências. O eleitor estava ali, observando tudo, e tirando suas conclusões. E o sorriso patético do Lula, e o silêncio obstinado (e compreensível) nas respostas que o País inteiro quer ouvir... Não está fácil, a sonhada reeleição.
E o interessante é que esse estado de coisas incomoda até mesmo o próprio PSDB, que nunca imaginou que seu desconhecido candidato, imposto com o único objetivo de garantir a vaga do partido para 2010, fosse transformar um quadro eleitoral aparentemente tão definitivo.
É bom que se diga, a bem da verdade: o Alkmin não é exatamente o candidato ideal, aquele que você acredita piamente que vá dar novos e condignos rumos ao futuro do Brasil. Ele traz o ranço do longo mandato do FHC, que, todos sabemos, deixou muito a desejar.
Mas a avalanche corruptora do governo Lula, com escândalos explodindo a torto e a direito, com sujeira salpicando para todos os lados, inviabiliza, para todo cidadão que detenha um mínimo de dignidade, o voto da continuidade dessa farra podre.
Pense, eleitor. Analise, cidadão.
Escolha o Brasil que queremos, e vote certo.
Escrito por Jornalismo Político - UFMA às 17h14
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